Flutua
Coração (2017)
O que vão dizer de nós
Seus pais, Deus e coisas tais
Quando ouvirem rumores
Do nosso amor?
Baby, eu já cansei de me esconder
Entre olhares, sussurros com você
Somos dois homens
E nada mais
Eles não vão vencer, baby
Nada há de ser em vão
Antes dessa noite acabar
Dance comigo a nossa canção
E flutua
Flutua
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
E flutua
Flutua
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Entre conversas soltas pelo chão
Teu corpo teso, duro, são
E o teu cheiro que ainda ficou
Na minha mão
Um novo tempo há de vencer
Pra que a gente possa florescer
E, baby, amar, amar
Sem temer
Eles não vão vencer
Baby, nada há de ser em vão
Antes dessa noite acabar
Baby, escute, é a nossa canção
E flutua
Flutua
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
E flutua
Flutua
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
(Oh!)
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder
Querer nos dizer como amar
Sobre a música
Lançada em 2017, Flutua faz parte do álbum Coração, de Johnny Hooker, e conta com a participação de Liniker. A música começa com o medo do julgamento alheio, passa pelas lembranças de intimidade e chega ao desejo de viver um amor sem precisar escondê-lo. A promessa de que um novo tempo vai chegar transforma uma história de afeto em uma reivindicação de liberdade.
Essa passagem do medo para a esperança é o que mais me toca. A letra fala de beijos, cheiros e saudade, coisas tão comuns a qualquer relação, mas que ainda podem provocar rejeição e violência quando envolvem pessoas LGBTQIA+. Quando escuto o desejo de florescer, penso em quantas vezes precisamos medir nossos gestos e afetos para nos proteger. Gosto da esperança que a música carrega, mas também sinto tristeza por perceber que amar livremente ainda é algo que precisamos reivindicar.