In the Backseat
Funeral (2004)
I like the peace in the backseat
Gosto da tranquilidade do banco de trás
I don’t have to drive
Não preciso dirigir
I don’t have to speak
Não preciso falar
I can watch the countryside
Posso observar a paisagem do interior
And I can fall asleep
E posso adormecer
My family tree’s losing all its leaves
Minha árvore genealógica está perdendo todas as folhas
Crashing towards the driver’s seat
Caindo violentamente em direção ao banco do motorista
The lightning bolt made enough heat
O raio produziu calor suficiente
To melt the street beneath your feet
Para derreter a rua sob seus pés
Alice died in the night
Alice morreu durante a noite
I’ve been learning to drive
Tenho aprendido a dirigir
My whole life
Durante toda a minha vida
I’ve been learning
Tenho aprendido
I like the peace in the backseat
Gosto da tranquilidade do banco de trás
I don’t have to drive
Não preciso dirigir
I don’t have to speak
Não preciso falar
I can watch the countryside…
Posso observar a paisagem do interior…
Alice died in the night
Alice morreu durante a noite
I’ve been learning to drive
Tenho aprendido a dirigir
My whole life
Durante toda a minha vida
I’ve been learning, o-oh!
Tenho aprendido, o-oh!
Hoo-oo-ooh! Hoo-oo-ooh!
Hoo-oo-ooh! Hoo-oo-ooh!
Norah!
Norah!
Hoo-oo-ooh! Hoo-oo-ooh!
Hoo-oo-ooh! Hoo-oo-ooh!
Sobre a música
Lançada em 2004, In the Backseat encerra Funeral, álbum de estreia do Arcade Fire. A música começa com a tranquilidade de estar no banco de trás de um carro, deixando que outra pessoa conduza o caminho. Mas essa segurança desaparece quando a letra fala sobre a morte de Alice e uma árvore genealógica que perde suas folhas. Aprender a dirigir passa a representar a necessidade de continuar vivendo depois de perder alguém.
Quando escuto essa música, penso no meu pai e em como sua ausência mudou minha relação com o mundo. A imagem do banco de trás me lembra de um tempo em que eu podia simplesmente ser filho, sem precisar compreender tantas coisas. Perder meu pai também foi perder parte dessa segurança, mesmo que eu já tivesse crescido. Acho que é isso que mais dói na música: perceber que a vida continua exigindo que a gente siga em frente, mesmo quando tudo o que queríamos era voltar, por alguns instantes, a um tempo em que aquela pessoa ainda estava aqui.